quinta-feira, 19 de julho de 2012

Revolucionar 2012: "Pensar novo, para uma vida nova"

Dias 20, 21 e 22 de Julho teremos o nosso I Acampamento Evangelístico que visa a transformação do individuo como um todo. Trazendo a transformação do entendimento através da revolução do amor deixada por Jesus. Acampamento Revolucionar 2012: "Pensar novo, para uma vida nova". Falta 01 Dia [...] Maiores informações: salparaiba@gmail.com ou (083) 8841.1480

quarta-feira, 27 de junho de 2012

“Sigo a Cristo e não doutrinas!” Como assim??

Como assim, sigo a Cristo e não doutrinas? Essa é uma frase que não quer dizer absolutamente nada! Seguir a Cristo não é seguir um “vulto” místico criado em minha imaginação caída. Para um homem seguir a Cristo ele tem que nascer de novo! Ser uma nova criação. Fruto da obra soberana do Espírito Santo que regenera pela Palavra da Verdade: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. 1 Pedro 1:23

As mudanças operadas no homem regenerado são profundas e são geradas pelo Espírito pela Palavra da Verdade! Não há espaço para frases vazias e misticismo supersticioso aqui. O Espírito leva o homem pela Palavra a ver Deus em Sua Sabedoria e santidade, um Deus ilimitado em santidade, absoluto em majestade.

Nesse olhar o homem vê a si mesmo como nunca tinha se visto antes. Ele sente a profundidade da depravação do seu coração enganoso: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” - Jeremias 17:9 – Ele se sente sobrecarregado com seu próprio pecado e impureza: “Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.” - Isaías 6:5 – Ele não pode escapar do sentimento de seu próprio pecado indesculpável: “E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador”. - Lucas 5:8 – e ele o repudia como uma coisa suja e imunda: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:5-6...

É na doutrina terrível mais real da Depravação Total que o homem dá seu primeiro passo com Cristo ao ser Regenerado. A realidade dessa doutrina invade a vida e o homem vê a poluição que sempre esteve lá e ele não via antes. Seguir a Jesus não é seguir um halo de luz no meio da noite, é ser guiado pela Verdade! “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”. Salmos 119:105. Pela Palavra ser lâmpada e luz para o caminho, o teu conhecimento próprio não mais te impressiona. Você não cria ideias do que é seguir a Cristo – “Na verdade eu sou o mais bruto dos homens, nem mesmo tenho o conhecimento de homem. Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo. Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes? Provérbios 30:2-4.

Quando começamos a seguir a Cristo, só a Palavra de Deus se destaca como certo e infalível: “Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso”. Provérbios 30:5-6 – Isso é que é andar em e com Cristo, isto é que é segui-lo, é o temor do Senhor, esse temor é o sine qua non do conhecimento: “O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução”. Provérbios 1:7 – Esse temor é o sine qua non da Sabedoria: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência”. Provérbios 9:10

Seguir a Cristo começa com a visão correta de Deus, e a luz dela, a visão correta sobre mim mesmo. É nesse ponto que o homem se lança aos pés de Cristo. É nesse ponto de miséria que o único clamor é por misericórdia e graça, por um perdão que ele sabe não merecer. É só nesse ponto que o homem toma sobre si o jugo de Cristo: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:29-30 – Só quando a luz da Palavra, se vendo como o mais completo tolo, é que o homem começa os primeiros passos com Cristo rumo a sabedoria: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia”. 1 Coríntios 3:18-19 – É só nesse ponto que o homem de fato abraçou Cristo como seu Salvador para então começar a segui-lo; quando esse Salvador é Seu Senhor! Que Ele é o Senhor é algo que já está resolvido antes do primeiro passo no caminho, na conversão, ou, sem sombra de dúvida, o homem não foi regenerado e trilha o caminha da perdição e ainda “jaz no maligno” (1 Jo 5.19) como todo o mundo a sua volta.

O que você acha? Você está seguindo a Cristo? Você é seu discípulo? Se for assim...

Você vai render seu tudo a Ele, sendo guiado por Sua Palvra.
Você deve estar pronto a sofrer com Ele (por causa da Verdade) e morrer por Ele (proclamando a Verdade).

Você deve estar disposto sempre a...

Abraçar Suas doutrinas, se submeter a ser governado por seus preceitos, imitar o seu exemplo ( o que é seguir a Verdade como está revelada em Sua Palavra). Um verdadeiro discípulo é dócil, se submete e adora Seu Mestre acima de tudo. Um verdadeiro discípulo estuda para conhecer a Sua vontade.

Os olhos do verdadeiro discípulo seguindo Seu Mestre ficam fixos nele (Através da Verdade revelada), espera nEle, teme em tudo ofendê-lo (Meditando por isso dia e noite em Sua Palavra), tem prazer em agradá-lo, confia em tudo nEle (no que está registrado em Sua Palavra), zelosamente o imita: ( “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”. 1 Coríntios 11:1), sempre se regozija sendo favorecido com Sua presença, e jamais o deixa minuto a minuto dessa vida, mas se apega a Ele com pleno propósito de Coração. Quem segue a Cristo está decidido em tudo fazer o que Ele manda: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. João 14:21 – e o faz por respeito à Sua autoridade, por amor a Sua vontade, por reverência a Sua sabedoria, por zelo por Sua honra, por fé em Sua Palavra...

Os mandamentos de Cristo dominam seu coração e vida, embora os amigos possam tentar persuadi-lo a negligenciá-los, embora o inimigo possa opor-se, perseguir... embora perdas sejam companheiras da jornada...
Quem segue a Cristo evita todo pecado conhecido, ora para que Deus revele o que é desconhecido, ama a santidade, anda com Deus e por isso vence Seus inimigos...

“Sigo a Cristo e não doutrinas!” – É uma frase vazia! É uma frase vazia que termina na perdição eterna.

Josemar Bessa

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Por que há tantos pastores ruins?


De uns tempos para cá tenho visto, com uma incredulidade cada vez maior, um fenômeno que me força a fazer esta reflexão. Minha incredulidade se resume a isto: será que há tantos pastores ruins e tão poucos bons pastores neste nosso Brasil, meu Deus?!

Pergunto isso (primeiro a mim mesmo e, em segundo lugar, de modo mais temático) porque na blogsfera-internet-facebook-twitter-cultura (neologismo meu, confesso) o consenso parece ser o de uma condenação generalizada da categoria. Anteontem foi o Dia do Pastor. Mas, será que resta o que celebrar? Pelo que leio por aqui, poderíamos muito bem chamar a data de O Dia do Farsante.

O clero anda em baixíssimo conceito com os internautas. Será que é o caso entre os que não navegam pelos fios óticos e wi-fis deste mundo virtual? Não sei. Sinceramente, não sei. Mas, já que estou aqui na blogsfera, lá vai a minha reflexão para quem compartilha do universo virtual.

Primeiro, quero afirmar que conheço muitos pastores. Muitos dos que conheço são bons pastores. São pessoas movidas por um desejo de servir a Deus (pelo menos é como eles começaram). Há um desnível de preparo e oportunidade entre eles, claro. Mas há uma motivação inicial que me parece uma regra. Cada um se sentiu chamado por Deus para servi-lo e, consequentemente, alimentar as suas ovelhas.

Há maus pastores, confesso. Creio que nem todos têm um pastor em quem podem confiar, a quem recorrer ou de quem sequer têm orgulho de ter como o seu pastor. E, sabendo desse fato, creio ser importante pontuar algumas razões para isso.

Há muitos pastores no Brasil, hoje, que não foram bem preparados para o ministério. Alguns foram criados em situações que sequer exigia um ensino ou treinamento (teológico, bíblico ou ministerial). Bastava “levar jeito” pra esse “negócio” e logo foram promovidos para ocupar lugares para os quais não têm a menor noção do que se trata. Sem preparo teológico, bíblico ou ético, acabaram lançando mão de qualquer maluquice que parece “dar certo”. Fizeram correntes de toda sorte. Suas mensagens não passam de capítulos de livros que leram ou que estão na moda, como: prosperidade, guerra espiritual, conquista de cidades ou coisa parecida.

Vivem de campanha em campanha e querem criar uma “grande obra” para a glória de Deus. Essa “grande obra” (geralmente um prédio ou um programa de TV, rádio ou algo parecido) não passa de uma fonte de enorme despesa que vai sacrificar o povo, que é visto como fonte de muito lucro. Para tanto, precisam de cada vez mais povo. E para que tenham isso, vão ter que lançar mão de mensagens e promessas que atraem esse povo (se chamarem um dos cantores “gospel” ou o coral das crianças for posto para cantar, também funciona).

O balcão de ofertas abre, a birosca fica aberta e o povo vem. Com as músicas da hora, os jovens berram ao microfone, de olhos fechados (claro, porque precisam demonstrar que estão no enlevo), e todos assistem atônitos às versões locais e genéricas dos superastros da música gospel. É quase cómico, se não fosse tão trágico.

Por sua vez o pastor tem que assumir ares de “Grande Servo do Senhor”, chegando a ter que se autodenominar “Apóstolo”, “Profeta”, e só falta alguém se declarar o “Quarto Membro da Santíssima Trindade”. É uma igreja em agonia. Seus gritos e gemidos (que muitos acham serem sinais de “poder”) só denunciam a falta de vida real íntima com Deus, e conhecimento profundo das Escrituras (que é a obrigação de qualquer um que se propõe a ser um obreiro aprovado).

Por outro lado (e agora me remeto ao extremo oposto), há homens extremamente bem preparados nas Sagradas Letras. Mas sua vida ministerial é sujeita a um regime massacrante de comitês, relatórios e avaliações. Se lançaram no serviço do Senhor, mas se acham hoje como serviçais de leigos que nunca deveriam ter o poder sobre eles que têm.

Compaixão é uma das vítimas dessas estruturas. O pastor teme pelo bem-estar da sua família: sua esposa, que é duramente cobrada pelas irmãs da igreja; seus filhos, que são maltratados na escola por serem os filhos do pastor, mas que são cobrados pelos seus pais na igreja (pois, se pisarem fora da linha, o comitê talvez não renove o contrato e aí fazer o quê? Vai botar comida na mesa como?) Mesmo empregados, os pastores são mal, mas muito mal remunerados – pois, afinal, existem tantos “marajás” no ministério, mas “aqui não!”. Entre os oportunistas marajás e os bons servos que são reduzidos ao medo e mendicância para poderem pastorear, não me admiro que haja tão poucos bons pastores. Os poucos que vencem o sistema são os vitoriosos e poderosos, que acabam sentando em comitês denominacionais, envergando um poder político além da sua igreja local, e que acaba redundando num prestígio cada vez maior, para assegurar a sua longevidade no púlpito local. É a morte.

Os sistemas, as estruturas e as políticas eclesiásticas não permitem que haja bons pastores. Não comportam líderes de verdade. Os maus se dão bem em sistemas que não exigem política. Com o seu talento de convencimento, o povo vem, sofre, mas apanha por achar que tem que ser assim. Enquanto há bons pastores que são esmagados por sistemas vítimas da nefasta politicagem eclesiástica.

O povo dessas igrejas fica sem pastor, que de fato está na mão de leigos. Ou o povo fica nas mãos de lobos e anticristos que, com charme, lábia e encenações de “unção” lideram para o seu próprio enriquecimento. E os bons pastores ficam sem púlpito e seus filhos abandonam a igreja (pois viram como ela esmagou os seus pais), deixando pai e mãe de coração partido, pois o eles que mais queriam era ver seu filhos seguindo nos caminhos de Deus.

O coração dói. Os anjos choram. O Corpo de Cristo sangra. Pastores fogem do ministério e vendem seguros ou recorrem a uma capelania. E a blogosfera registra o fel dos que queriam algo mais. Queriam líderes que manifestassem devocionalidade sem afetação, liderança sem abuso, compaixão sem politicagem, ensino das Escrituras sem modismos. E os pastores queriam apenas um lugar onde pudessem alimentar as ovelhas, pois, como Pedro, confessam o seu amor pelo Mestre.

Conheço bons homens assim. Tenho o privilégio de liderar muitos deles. Vejo o povo que pastoreiam feliz, com prazer em se reunir para louvar a Deus, e alimentados pela Bíblia. Mas o coração pesa. Ouço o choro de muitos, o lamento dos desigrejados (os que fugiram para não morrer) e já vi pastores de joelhos aos prantos pelos filhos perdidos no mundo. Não bastasse o dano, vejo que ainda muitos lobos patrulham a blogosfera e os escombros da Igreja de Cristo, tentando abocanhar os que vivem desgarrados do rebanho, com palavras suaves e antigas heresias requentadas e vendidas como algo novo e relevante. Se tão somente tivessem um bom pastor, que desse a sua vida pelo rebanho! Se tão somente os bons pastores achassem um lugar para servir com pureza de coração!

Ah, Senhor da seara, vivifica a Tua Igreja – Noiva do Cordeiro e Corpo de Cristo – “a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef 1.23). Tem misericórdia de nós e vivifica-nos, Pai.

Na paz,
Divulgação: Wagner Lemos

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quero confessar o meu pecado.


Por Maurício Zagári.
A cena certamente já aconteceu com você. Chove. Você está todo arrumado, talvez com sua melhor roupa, saindo atrasado de casa para um compromisso importante. Você toma todo o cuidado do mundo para não deixar sequer um pinguinho de água cair sobre a linda roupa que está usando. Aí acontece a tragédia:  um carro passa a toda velocidade sobre uma poça imunda e joga toda aquela sujeira e lama na sua calça, na sua camisa, no seu mais lindo vestido, às vezes até no seu rosto e nos seus braços. Agora pense em como se sentiu. Depois pense em como teve de carregar aquela sujeirada seca e fedorenta agarrada em você por todo o dia até chegar em casa, no trabalho ou na escola e poder no mínimo passar um pano molhado nas partes que ficaram imundas. Mas a verdade é que o alívio total só vem quando entra embaixo do chuveiro e se limpa por completo. Com nossa vida espiritual é mais ou menos assim. E essa lama se chama pecado.
Este post é o menos criativo que já escrevi. Mas certamente é o mais importante. Pois ele se aplica a 7 bilhões de pessoas no planeta, uma vez que todas elas pecaram, pecam e destituídas estão da glória de Deus. Eu disse…todas. Eu, inclusive. Você também. Pois todos somos carentes de Jesus e do resgate de suas almas do inferno mediante a graça de Deus.
Mas, mesmo aquelas que são salvas, lavadas no sangue do Cordeiro, pecam. Pecado, essa palavra tão fora de moda e que nada mais significa do que “desobediência a Deus”. Ou seja: você é eleito por Deus para receber o chamado da graça, recebe Cristo pela fé que o Senhor lhe deu, passa a chamar a si mesmo de “cristão”, vive em novidade de vida, nasce de novo, as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo, sua velha vida é abandonada. Ou seja: nova criatura é!!! Mas… mesmo tendo passado da morte para a vida, um dia você peca. E no dia seguinte…de novo! E de novo! E de novo! E de novo! Edenovoedenovoedenovoedenovo! Que coisa! Para nossa surpresa descobrimos que a conversão nao nos transformou em anjos, que continuamos tendo impulsos carnais, sentimos ódio, ganância, rancor, desejamos o mal ao próximo… continuamos humanos. É como sempre digo: “Todo homem de Deus é de Deus mas não deixou de ser homem”.
Por isso posso afirmar sem nenhuma sombra de dúvida: só hoje você já cometeu diversos pecados. Sei disso porque eu também cometi os meus. Muitos. E tanto eu quanto você fomos alcançados pela graça salvífica de Cristo.
Meu Jesus do Céu… pequei. Desobedeci a Deus. Traí a confiança dAquele que me salvou. Ele me deu a vida eterna e fui incapaz de obedecê-lo. Pisei na bola. E agora? Pronto, agora você, que se via alvo mais que a neve, vê as alvas roupas da sua alma salpicadas da imundície do pecado. O carro da carne, do mundo e do diabo passou na poça e lançou a imundícia sobre você, que abraçou a lama com gosto. Se duvidar ainda lambeu os beiços e os dedos.
É, meu irmão, minha irmã. A verdade dura é que eu e você recebemos roupas alvas, mais que a neve, no instante em que Jesus disse “vem!”… mas continuamos a tê-la diariamente suja pela lama do pecado.
Ok, ok, eu sei: o crente peca mas não vive no pecado, todos nós sabemos disso. Mas se você fizer uma análise da sua vida espiritual, verá que das duas uma: ou continua pecando diariamente ou mente dizendo que não peca – o que lhe torna um pecador. Então não tem escapatória: você é um ser, mesmo salvo, desobediente a Aquele que lhe salvou. Tornou-se filho, mas um filho malcriado. Eu sou assim. Você também. Ouça o apóstolo João: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.  Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 Jo 1.8,10). E João era cristão ou não?
Pequei. E agora?
Primeiro, tenho que admitir que minha natureza é pecaminosa – mesmo já tendo você sido purificado pela justificação em Cristo – e ela te pega pela mão e te arrasta para o charco de lodo todo dia. Ou seja: admita que peca. Eu admito: eu peco. É como o tratamento dos alcoólicos anônimos: o primeiro passo para se livrar do vício é reconhecer que você é alcoólatra. Sem isso jamais poderá ir ao segundo passo. E, no caso do cristão que pecou, primeiro há de reconhecer que, mesmo tendo sido salvo, continua precisando se santificar di-a-ria-men-te, num moto contínuo de pecado-arrependimento-absolvição-pecado-arrependimento-absolvição-pecado-arrependimento-absolvição-pecado-arrependimento-absolvição…
E qual é o segundo passo? Lance seus pecados sobre a Cruz. O que exatamente isso significa? Jesus não veio à terra a passeio. Ele veio morrer e ressuscitar para, assim, estraçalhar nosso pecado. Quando os cravos furaram suas mãos não foi sua carne que se rasgou: foram nossos pecados que o Cordeiro picotou e jogou no lixo. Então reconhecemos que pecamos, não temos como limpar nossas roupas por mérito próprio e, assim, o sangue que foi derramado na cruz  é aspergido sobre nossas roupas e as alveja novamente. Pronto. Estamos limpos. Pelo menos até o próximo pecado. Que tenha a certeza absoluta, caro ser humano pecaminoso, que vai acontecer já já.
A sua natureza pecaminosa ou a graça de Deus jamais podem ser desculpas para pecar numa boa. Não. O pecado é um inimigo e tem que ser combatido até a morte. “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tg 1.12). “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10).
O problema é que o pecado é um inimigo sagaz e, se dependesse de nós e de nossas próprias forças, nos venceria todos os dias. Eu sou vencido por ele. Você é vencido por ele. Por isso caminhar com Jesus é tão importante. “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2.1). Taí a resposta.
Pequei. E agora? A resposta vem da união entre palavras do apóstolo João e de Salomão, inspirados pelo Santo Espírito consolador e conselheiro, com palavras do próprio Cordeiro de Deus que veio para tirar os pecados do mundo: João diz em 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. Assim, o primeiro passo é a confissão (ou seja, o reconhecimento do erro e a exposição direta a Deus de que o fez). O segundo passo vem nas palavras que o rei, sábio e profeta Salomão registrou em seu livro de Provérbios: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” Essa é a segunda etapa: cessar o pecado. Por fim o terceiro passo: santificação. É o que Jesus diz à mulher adúltera: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (João 8.11b), ou, em outras palavras, assuma uma nova postura: “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).
Você é cristão e ainda assim pecou? Eis aqui o que a Bíblia te diz para fazer:
1. Confesse.
2. Abandone.
3. Santifique-se.
Pecou? Deixe Jesus te lavar. Quando o pecado pesar de tal maneira que você não suportar mais e o Espirito Santo te tocar profundamente, arrependa-se e abandone. Já passei por isso. Creio que você também. E tome cuidado para não se sujar de novo. Se sujou? Deixe Jesus te lavar de novo. E, se fizer disso a sua prática de vida, pode o carro que for jogar lama nas tuas roupas que, na hora em que você chegar, finalmente, ao seu destino, ouvirá do Pai: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu Senhor!”. E aí nunca mais suas roupas se sujarão e você viverá na magnífica pureza do Cordeiro de alvas lãs por toda a eternidade.
Eu peco, meu irmão, minha irmã. Confesso meu pecado. Erro. Creio que você também. Não sou hipócrita de dizer que não peco. Mas tento. Vivo tentando. Sei que você também. Ajudemo-nos nisso. Ergamos uns aos outros. Se você leva alguém ao pecado, pare. Peça ajuda se você não consegue parar de pecar. Creio que é o que devemos fazer. Tentar, tentar e tentar. Dia após dia. Pecou? Sua carne tem inclinações malignas? Busque a Deus. Peça socorro a Ele. Ele pode. Todos nós que pecamos não queremos pecar. Mas pecamos. É dificil. É duro. Pecamos de novo. E de novo. E um dia vem o Espírito e nos chama de novo à responsabilidade. E aí tentamos parar com o mal. Fazemos o que podemos para fugir do pecado. Eu sou assim. Você também. Por isso, todos nós precisamos da graça de Deus. Ela é a única que não atira a primeira pedra, que não devolve mal com mal. Graça. Essa é a resposta. É ela que lança nossos pecados no mar do esquecimento, nos levanta quando caímos e nos faz prosseguir. Deus, concede-nos de Tua graça, pois sem ela…
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quando líderes nos desapontam.



Liderança é um fato e uma necessidade em todas as culturas, todos os tempos, todas as sociedades e instituições. Liderança pode ser formal e instituída por meio de regras, treino e educação. Pode, também, ser informal. Liderança informal é a que se estabelece sem que a sociedade ou a instituição a tenha constituído legitimamente. É a tão conhecida liderança “carismática” ou “populista”. Essa liderança se estabelece porque um vácuo foi criado e alguém com instinto de liderança se mobiliza, conscientemente ou não, para ocupá-lo. Pode ser movido por oportunismo ou por um sentimento de dever. Mas a dinâmica da sua ascensão é a mesma.

Na igreja há liderança de elite (pessoas preparadas e que se movem debaixo de regras estabelecidas) e liderança populista (os que pela sua influência “natural” acabam boiando até a superfície do grupo, assumindo seu lugar por aclamação). Seja membro de uma elite educada ou um membro do “povo” que sobressai, esse líder pode ser bom ou não. Pode fazer bem aos seus liderados ou não.

Há igrejas que são lideradas por grupos. O “líder” que fica à frente da congregação, ocupando o púlpito e conduzindo o culto, não lidera, de fato. É um contratado, um serviçal dos que realmente decidem os rumos da igreja, mas não tem qualquer vocação ministerial. É conhecido como o “pastor” mas não pastoreia, no sentido correto. A estrutura da igreja faz dele um prestador de serviços ministeriais. É um fato trágico que em nossos dias ainda haver igrejas que são, de fato, lideradas por homens de negócios, enquanto os sacerdotes vivem a servir ao bel-prazer desses detentores dos rumos da igreja.

Existem outras igrejas cujos líderes são realmente os que ficam à frente dela. Esses não somente ministram, mas pastoreiam, inspiram e, de modo geral, definem os rumos da congregação. O povo os segue. É um modelo mais coerente, ao meu ver. Mas é um modelo que também abre a possibilidade de abusos maiores.

Mas, seja um líder de fato ou de aparência apenas, os dois podem desapontar. Podem abusar da sua influência. Podem trair a confiança dos membros. Podem se mostrar menos compassivos do que seria esperado de uma pastor de ovelhas. Podem se mostrar impiedosos, cruéis, imorais… enfim, pessoas que não espelham um temor a Deus, que é o que esperamos de um líder na casa de Deus.

Antigamente, um mestre das Escrituras tinha que ser um santo homem. Seu conhecimento não bastava, mas era balizado pelo seu caráter, pelo seu trato das pessoas e, acima de tudo, por seu claro e evidente amor para com Deus e as coisas do Senhor. Um “homem de Deus” era uma pessoa modesta no trato com os outros. Era humilde e não fazia questão de impor as suas ideias, mas as ensinava com paciência, com gentileza e bondade. Era esperado de um homem de Deus ser alguém que fazia bem a todos os que se aproximavam dele. Quanto mais perto, mais estes mestres da Palavra faziam bem. Eram intitulados os “veneráveis” da igreja. De tanto respeito que inspiravam, de tanto carinho, eram pessoas veneradas (não adoradas, mas tratadas como merecedoras de altíssima estima).

Mas, hoje em dia, temos constatado que muitos “homens de Deus” são arrogantes, briguentos, abusivos, indisciplinados e até cruéis. Quanto mais perto as pessoas chegam deles, mais se desapontam e se ferem. Melhor se após pregar a sua mensagem ou fazer a sua transmissão, fossem postos de volta numa lugar isolado para não fazer mal a ninguém. Há até “líderes” que já estabeleceram amantes oficiais na sua igreja (pasmem!). São conhecidas, mas ninguém fala disso em voz alta. O que muitos falam é que não podem levantar a mão contra o “ungido do Senhor”. Explicam: “Bem, pelo menos ele está fazendo uma grande obra”.

Aqui preciso dizer com todas as letras: PELO MENOS NÃO BASTA. Assim como a vida cristã adentra todas as áreas da nossa vida, o ministério não é uma profissão. É um sacerdócio que adentra todas as áreas da vida do ministro.

Pastores são pessoas falhas. Pastores são feitos de pó, tal qual qualquer um dos membros da sua igreja. Temos as nossas lutas, insuficiências e pecados. Lutamos contra tudo isso e é uma luta que durará a vida inteira. Lutero já dizia que ninguém saberá o quanto é um pecador até tentar viver uma vida absolutamente pura e sem pecado. Quanto mais lutamos, mais entendemos o quanto dependemos da graça de Deus. Mesmo assim, não podemos simplesmente dizer, “Então, sou assim e vou morrer assim, pelo menos estou fazendo algo de bom.” Pelo menos não basta.

Não espere do líder que ele seja super-humano. Um dia essa expectativa vai se revelar ser uma falsidade e você vai se desapontar. Não espere que ele nunca tenha um dia ruim e responda rispidamente num momento de sua fragilidade. Isso acontece. Temos que perdoar líderes? Sempre. Temos que orar por eles? Sem cessar. Temos que simplesmente aceitar que sejam assim e que todo e qualquer defeito é aceitável desde que estejam fazendo um bem, “pelo menos”? Não. Absolutamente não. Mesmo falhando, o bom líder faz bem aos que estão mais próximos. Se os que chegam mais perto mostram uma frieza cada vez maior em relação às coisas de Deus, então tem coisa ruim aí. Pense bem. Talvez esse líder tenha boiado até a tona do povo pela força da sua personalidade – ou pela sua ambição. Pode ser alguém que ministra por uma noção de oportunismo. Lembre-se: onde há fumaça, há fogo. Cheiro de enxofre não emana de flores.

Se um líder nos desaponta, temos que chegar perto e falar. Temos que dar a ele uma chance de mostrar que não foi por querer ferir. Se ele revida com violência, então não é uma boa pessoa e não teme a Deus. Se ele se arrepender (e líderes precisam ter esta transparência e oferecer esse acesso aos liderados) então é um bom homem.

Não espere dele perfeição. Espere normalidade, dosada por humildade e amor.

Na paz,
+W

terça-feira, 29 de maio de 2012

Uma leitura sobre os jovens e a Sexualidade na igreja nos dias de hoje.

Por Renato Vargens


Uma leitura sobre os jovens e a Sexualidade na igreja nos dias de hoje. (Renato Vargens)

Infelizmente a banalização da sexualidade definitivamente tomou conta de boa parte dos arraiais evangélicos.

A afirmação de que sexo antes do casamento é pecado, sempre foi defendido por praticamente todas as igrejas protestantes. Todavia, por fatores dos mais diversos, tais princípios não estão sendo obedecidos por mais da metade da juventude evangélica brasileira. É exatamente isso o que diz um extenso trabalho de pesquisa entre 1994 e 2000 realizado pelo Ministério Lar Cristão.

Num levantamento inédito, que ouviu mais de cinco mil rapazes e moças, membros de 22 diferentes denominações, o resultado veio ao encontro daquilo que se suspeitava há muito tempo, mas nunca tinha sido comprovado assim, na fria lógica dos números:

Nada menos que 52% dos jovens evangélicos criados na igreja praticam o sexo pré-nupcial. Destes, a metade não fica numa única experiência e mantém vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Segundo a pesquisa, a idade média da perda da virgindade é de 14 anos, para os garotos, e 16, para as moças, ou seja: para horror de pastores, pais e educadores, quando o assunto é sexualidade juvenil, a Igreja está se aproximando cada vez mais dos padrões liberais da sociedade moderna.

A revista Isto É, de 23/08/2006, nos traz a informação de que a iniciação sexual por parte dos adolescentes brasileiros é cada vez mais precoce nas camadas mais pobres da sociedade. Isto é perceptível principalmente nas classes D e E, onde 16,8% deles se iniciam com apenas 13 anos.

Nas faixas menos favorecidas estão 26,7 milhões com menos de 18 anos. Entre os seis milhões dos setores mais ricos do país, as classes A e B, o índice cai para 13,9%. Na classe C, com 15,1 milhões de jovens e adolescentes, a taxa é de 15,7%. A amostragem da pesquisa se refere a todos os 47,8 milhões de jovens das regiões metropolitanas, periferias, interiores e áreas rurais.

Tenho a impressão de que o fato de incentivarmos as nossas crianças e pré-adolescentes a desfrutarem de um mundo a qual não lhes pertence, contribui significativamente para empobrecimento da sociedade brasileira. A cada ano que passa, as crianças desse novo tempo vem abandonando praticas da meninice em detrimento de uma maturidade abstrata e superficial. No afã da maturação, muitas vezes incentivados por seus pais, tais crianças, cedo, param de brincar de boneca, de botão, de bola, de pique, e outras coisas mais, isto porque, o chique é ter filhos cada vez mais “maduros”. Junta-se a isso, o fato de que a mídia tem também contribuído de forma negativa e pejorativa imprimindo em nossa sociedade valores absolutamente antagônicos a santa Palavra de Deus.

É inegável que os meios de comunicação ao longo dos anos imprimiram em nossas crianças a aceleração do descobrimento bem como o afloramento precoce da sensualidade e sexualidade. Basta repararmos nas meninas que cada vez mais cedo, abandonam as brincadeiras de boneca em detrimento do namoro com um menino.

Ora, uma sociedade, que não respeita tempos, fases e etapas, contribui efetivamente para o surgimento de relacionamentos irresponsáveis e fúteis.

Por outro lado não nos é possível desprezar o fato de que em nome da liberdade, da graça barata e do gospel, irmãos preciosos, têm desenvolvido relações afetivas temporárias onde o que importa é beijar muito. Nesta perspectiva, é comum observarmos rapazes e moças trocarem de parceiros sem a menor preocupação com aquilo que Deus pensa ou diz. Neste contexto, é absolutamente corriqueiro, jovens zombetearem das relações terminadas, afirmando que a fila andou.

Ora, sou contra a banalização das relações, sou contra as "ficações" que contribuem para o adoecimento da alma de nossos adolescentes e jovens, sou contra o beijar por beijar, como também contra ao sexo antes do casamento.

Salomão em sua grande sabedoria afirmou que existe um tempo determinado para todas as coisas na vida. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contra-partida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.

Cabe, portanto, a nossa geração rever nossos valores não nos deixarmos moldar pelos pressupostos deste sistema. Somos chamados por Deus a vivermos uma vida onde a liberdade e a responsabilidade transformam-se em marcas de uma geração comprometida com seu Senhor e consigo mesma.

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens



Fonte:http://renatovargens.blogspot.com.br/2010/08/fila-andou.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

A família na época pós-moderna


Por Rev. Hernandes Dias Lopes
 
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:
Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas.
No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos.
O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas.
Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.
Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes.
Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!

Fonte:
Palavra da Verdade

UMA IGREJA RESPONSÁVEL

 Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 A vida que prezamos, de Elton Trueblood, é um livro que comprei quando seminarista, e que li umas cinco vezes. Vez por outra o folheio e revejo as anotações. Um de seus capítulos é “A aceitação da responsabilidade”. Trueblood cita Robert Luis Stevenson, que diz: “Algum dia o mundo voltará à palavra ‘dever’ e abandonará a palavra ‘prêmio’. Não há prêmios, e há muitos deveres. E quanto mais cedo um homem reconhecer isso e agir de acordo, tanto melhor para ele” (p. 79).

Daí, Trueblood fala da “filosofia da responsabilidade”. Segundo ele, “quanto maior o poder à nossa disposição, tanto maior nossa responsabilidade no usá-lo sabiamente e para o bem de todos”. O “poder” a que ele alude não é o espiritual, mas o material, os recursos econômicos. As vantagens que temos não devem ser utilizadas apenas para nós mesmos, pois nos são dadas em confiança. Devemos usá-las para o bem comum.

Hoje, as pessoas pensam em ajuntar e ter sempre mais, vivendo sua vidinha, sem olhar para fora de si. É-me tola a pessoa que vai a uma Daslu e se orgulha de pagar R$ 1.000,00 por um par de sapatos que em outra loja custa R$ 100,00. Ela pagou e acha chique.  Uma vez ouvi a conversa de dois homens. Um deles se orgulhava de ter pagado R$ 800,00 por uma garrafa de vinho. Um mendigo que lhe pediu um pastel foi rechaçado com veemência.

Muita gente vive em função de coisas e de prestígio. Há quem diga seguir a Cristo, mas na realidade é materialista. Seu interesse maior são as coisas. Muitos até buscam uma igreja que lhes prometa coisas. São idólatras. Amam coisas e não a Deus. Engajamento, responsabilidade e compromisso afugentam-nas. Uma igreja neopentecostal, em S. Paulo, anos atrás, anunciava: “Aqui o seu dízimo é apenas 7%”. Se o dízimo é visto como imposto ou fardo, os mesquinhos que assim pensam devem ir para lá. Mas gente séria deve passar longe de igreja tão venal.

“O que vou ganhar se seguir a Cristo?”, perguntam alguns. Seguindo a linha de Trueblood, eu respondo “Responsabilidade, dever, uma chamada ao compromisso”. Como pastor, não quero formatar uma igreja que veja o evangelho como um “toma lá dá cá” com Deus: “Dou-te um trocado; dá-me bênçãos”. Quero formatar minha igreja como um grupo que ama a Cristo, sente-se responsável pela pregação do evangelho e em manter o reino, que se veja como construtora de um novo mundo, e não como recebedora de um “mensalão” material e espiritual.

Seguir a Cristo não é seguir a Papai Noel. É ter um compromisso com Deus de viver o evangelho, testemunhar da fé e manter a igreja, com bens, tempo, emoções e orações. Esta é uma das maiores necessidades da igreja: gente responsável. Você é responsável. Pela sua igreja e pelo andamento do evangelho neste mundo. Cumpra seu papel!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Amor que nos move



"E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele."
Gênesis 2:18 

De fato não é bom se sentir sozinho e com certeza não estamos. (Hebreus  13:5 - De maneira alguma te deixarei nunca jamais te abandonarei). Deus se faz presente todos os dias na sua vida e tem colocado pessoas ao seu redor que trasmitem um pouco desta verdade. E toda esta verdade é revelada através dos relacionamentos (Mateus 18: 20 - Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei). Relacionamento não é uma opção de vida é um valor, e é neste mesmo valor onde o Amor se manifesta. Só há plenitude de vida, se estivermos ligados ao Pai, uma fonte de Amor. Um Pai que repartiu da sua própria natureza conosco. Um Filho tem um relacionamento especial com o Pai, e é através deste relacionamento que o Amor se revela no meio onde convivemos. Existe um privilégio em sermos chamados Filhos de Deus. Um privilégio que ultrapassa a linha do nosso entendimento. Um privilégio de Amor, um Amor que nos move. Vou exemplificar: Eu gosto muito de desenhar e pintar em telas, cuja arte me dediquei em alguns anos. Aos 12 anos despertei para este talento que muito admiro. Quando terminava de fazer uma tela , eu contemplava a obra e via que de fato era bom, bonito e apreciável. Eu gostava, eu amava, afinal de contas aquilo saiu de mim, saiu dos meus pensamentos, da minha dedicação em termina-la, nos detalhes bem trabalhados, na composição assim também como na sua estrutura. De alguma forma eu valorizo muito esta obra, então eu pago um preço e compro uma moldura e ponho sobre a tela. Essa moldura deixa minha tela diferente, com um brilho especial e demonstra que é valiosa para mim. Por fim eu coloco essa obra em um lugar de destaque, um lugar onde todos possam ver, e quando as pessoas olharem esta tela, irão ver também uma parte de mim, uma parte da minha natureza. Portanto, foi isto que Deus fez com cada um de nós. Nos criou, viu que era bom, admirou-se, colocou sobre nós uma moldura chamada Jesus Cristo, paga com um alto preço, e nos pôs sobre um lugar de destaque, para que quando as pessoas olharem para nós, não seja simplesmente nós a quem os outros irão ver, mas o reflexo de quem Deus é em nós. E ele fez tudo isto, para demonstrar o Amor com o qual Ele nos ama ( 1 João 3:1 - Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele). Medite neste Amor, pare um pouco e se pergunte: Eu tenho desempenhado este papel de ser uma obra de Deus? Eu tenho transmitido uma parte da natureza de Deus? Esse Amor grande que nos foi concedido tem feito a diferença neste mundo? Reflita.

Felipe Lindolfo